terça-feira, 1 de agosto de 2017

O EXORCISTA- MAIS REAL DO QUE SE PENSA...



   Creio não ser segredo para ninguém que a trama de O Exorcista seja inspirada num caso verídico, afinal de contas, esse foi o grande trunfo na publicidade do filme durante seu lançamento em 1973. Evidente que, após vista, a produção magistralmente dirigida por William Friedkin amparada no livro de seu xará William Peter Blatty acaba conquistando o espectador por outros aspectos como, por exemplo, as brilhantes atuações do elenco e, principalmente, os efeitos especiais que, longe de datados; parecem cada vez mais críveis atualmente, quando é rara uma produção que não abuse da computação gráfica na hora de representar fenômenos sobrenaturais. E, especialmente neste filme, há de se tirar o chapéu para a verossimilhança das sequências em que a jovem Regan está possuída. Até hoje, por mais que não parem de lançar longa-metragens sobre possessão demoníaca, nenhum chega aos pés do realismo impresso em O Exorcista. Desde a voz gutural da menina, que permanece até quando está de boca fechada para reforçar a ideia de um fenômeno mediúnico descomunal completamente fora de controle (que é uma mescla de vozes feminina e masculina com grunhidos, urros e rosnados de diversos animais) aos efeitos presentes nas representações de poltergeist; tudo é espetacularmente reproduzido graças aos bons e velhos efeitos práticos.




   Minha relação com este longa-metragem sempre foi bastante peculiar. Quando criança, ao mesmo tempo em que nutria certa atração por ele, pois sempre fui fascinado por efeitos visuais, sentia calafrios só de ouvir seu nome. Bastava uma propaganda de 20 segundos anunciando que ele seria exibido no SBT para que, imediatamente, eu corresse desesperado da sala para a cozinha, onde encontraria minha mãe.
   No final da adolescência, me recordo de ter desafiado a mim mesmo para assisti-lo sozinho. Então, durante um fim de semana em que meus pais viajaram, me desvencilhei dos amigos na rua, parti para casa e meti a fita no videocassete. Obviamente, não o fiz à noite, e sim numa linda tarde ensolarada, já que realizar a façanha depois das 19:00 seria exigir muito de um jovem que desconhecia o poder de Cristo e crescera testemunhando a um ente querido vivenciar o mesmo drama da personagem Regan MacNeil.
   Já em minha vida adulta, tive a oportunidade de acompanhar o relançamento da obra na telona em uma versão estendida chamada O Exorcista- A VERSÃO QUE VOCÊ NUNCA VIU.  Como o cinema ficava a pouco mais de 1 km de onde eu morava, tinha o costume de ir e voltar a pé. Naquele dia não foi diferente. O problema é que peguei a última sessão (que terminou por volta da meia-noite). Ou seja, por uma noite voltei a ser o garotinho medroso que corria desesperado para junto da mamãe.




   Hoje, após décadas de convertido e maduro o bastante para conseguir enxergar as camadas que algumas produções cinematográficas dispõem, resolvi fazer algumas observações sobre O Exorcista que julgo pertinentes, a começar pela frieza espiritual inerente à fé católica que o longa denuncia. Embora, à primeira vista, isso possa aparentar uma dessas banais críticas esquerdistas à uma instituição que erroneamente costuma-se interpretar como uma representação do cristianismo, entendo que especificamente aqui não seja esse o caso. Qualquer um que já tenha sido católico, conheça católicos, estudou história do catolicismo ou escute testemunhos de ex-padres, saberá que o relativismo típico que sempre foi marca registrada da teologia católica, bem como dos estilos de vida adotados por seus fiéis, é algo notório no seio da sociedade.
   Desse modo, o que se vê no núcleo eclesiástico desta película são padres (especialmente Damien) dados ao alcoolismo (um alcoolismo que, em certo instante, passa longe do social, diga-se de passagem). Entretanto, há uma característica expressa na jornada dos três sacerdotes responsáveis pela movimentação da trama que implicitamente indica a razão do apreço pela bebida: o peso do sacerdócio. Vemos isso constatado tanto nas jornadas trágicas de Damien e Merrin (o exorcista a quem é dedicado o título da obra), quanto na proximidade de Dyer com a classe artística (corretamente representada sob doses de boemia e ateísmo na cena da festa e no comportamento da personagem Chris MacNeil de quem, aliás, Dyer é amigo íntimo). Enfim; o diálogo de Damien com um padre cheio de conflitos, sua frustração por ironicamente jamais poder se entregar à profissão que escolheu justamente devido ao meio escolhido para conseguir financiar seus estudos (o sacerdócio), a medicação que Merrin precisa tomar sempre que suas memórias traumáticas reacendem, a solidão patente na face de cada um deles (mesmo quando rodeados por outras pessoas), o desapego à própria vida presenciado pela dupla de exorcistas, o ceticismo crônico imanente no clero romano... diversos elementos ao longo da narrativa, quando reunidos, mostram sujeitos duramente afetados pelo que escolheram ser. Ora, se a ambiência sombria que acompanha esses homens não se configura um ataque à prisão sem grades que é a vida dos sacerdotes romanistas, eu não sei o que é uma crítica. Aliás, um exemplo real e conhecido dos brasileiros é o drama sofrido pelo Pe. Marcelo Rossi, que recentemente desenvolveu um quadro de anorexia durante sua luta contra a depressão.
   A ideia de que o catolicismo é uma religião rica em rituais e tradições, porém espiritualmente vazia permeia toda a película (e, coincidência ou não, na horrível continuação produzida três anos depois, este aspecto é ainda mais realçado quando o Pe. Merrin é tido como herege pela igreja ao ser constatado que o livro que vinha escrevendo tratava a possessão demoníaca como algo real). Como não ficar espantado, por exemplo, com a lucidez da cena em que o demônio finge estar sendo queimado pela falsa água benta? Não é isso o que o vemos realizar nos inúmeros cultos "de libertação" que existem por aí? Aproveitando o ensejo, deixo este link onde dissertei mais profusamente a respeito da teatralidade de Satanás.




   Conforme pincelei acima, um dos fatores que me impedem de enxergar uma propaganda socialista (semelhante a Spotlight) na visão nua e crua que O Exorcista nos entrega acerca do comprometimento de seus sacerdotes com a fé cristã vem a ser precisamente o desenho de uma elite moralmente liberal retratada de modo praticamente caricato. Se não bastasse tamanha ousadia por parte da equipe criativa do filme em adaptar tal detalhe da literatura homônima, acompanhamos a entrada do mal numa família ateia espiritual e socialmente fragilizada por um divórcio. Com um pai distante de casa que não dá a mínima para o lar que abandonou e uma mãe passando dias inteiros trabalhando, a garota acaba encontrando a atenção de que necessita em algo que costumeiramente acaba passando por amiguinho imaginário das crianças, porém nem sempre o sendo. A inversão da ordem biblicamente estabelecida por Deus naquele lar, bem como sua ausência, foi a porta de entrada para o demônio que inicia uma comunicação com a mocinha através de outra coisa geralmente subestimada pelas mentes pós-modernas: um tabuleiro de ouija (cuja dinâmica costuma ser emulada pela juventude nas brincadeiras do compasso, da caneta e do copo). Deste momento em diante é um pulo até que Regan esteja completamente tomada pelo espírito maligno e passe a sofrer sob o domínio diabólico. Diga-se de passagem, presenciamos uma defesa indireta da sacralidade inerente à virgindade e à honra devida aos pais se considerarmos que o demônio, sem qualquer justificativa aparente, e sim pelo simples prazer de corromper a criação divina; deflora Regan com um crucifixo para, em seguida, forçar Chris a por a boca na vagina de sua filha.  




   Agora, uma das questões mais enigmáticas da obra certamente é seu término, pois como disse William Friedkin numa entrevista, "propositalmente não quisemos deixar claro, entre o bem e o mal, quem vence no desfecho da narrativa". Particularmente, entendo que Friedkin tenha sido apenas politicamente correto. Ao menos no que tange ao núcleo composto pelas pessoas diretamente envolvidas naquela trama, a vitória nitidamente é do mal. E nem preciso apelar à uma argumentação soteriológica em tal dedução. Trabalhando unicamente com as informações disponibilizadas pelo roteiro do longa, podemos perceber que o demônio conseguiu o que desejava. Para isso é necessário compreender uma coisa vital à história, porém exposta quase que subliminarmente durante suas duas horas: o passado do Pe Merrin. Digo "quase subliminarmente" porque em instante algum recebemos maiores detalhes quanto ao que levou o personagem à dependência de remédio para os nervos. Tudo o que testemunhamos é sua estranha reação de espanto logo no início, quando por acaso ele desenterra a cabeça da estatueta de uma entidade pagã (sumério, para ser mais preciso), algo que o deixa perturbado levando-o a fazer uma visita ao que parecem ruínas de um antigo templo no qual repousa uma estátua em tamanho real do mesmo ser: Pazuzu, o rei demônio da antiga mitologia mesopotâmica. Enquanto encara a face da estátua, o padre arqueólogo tem sua atenção atraída para dois cães perto dali que começam a se engalfinhar furiosamente. No encerramento o prólogo, temos a sensação de que um novo filme começa. Cenário e personagens mudam, bem como todos os elementos do prólogo permanecem esquecidos até o ressurgimento do arqueólogo nos minutos finais.
   Lógico que, durante a narrativa, temos a sensação permanente de que o demônio alojado na mocinha seja aquele mesmo representado pelas esculturas do prólogo. Contudo, resta a pergunta: por que a entidade se deslocaria do Oriente Médio para o sul do EUA? Não posso deixar de pontuar aqui o brilhantismo do roteiro em fugir de um clichê típico do gênero no qual a garota viesse a encontrar no sótão da casa nova uma estatueta parecida (ou a mesma) e passasse a brincar de boneca com ela. Algo do tipo seria muito mais prático e fácil de ser assimilado pelo espectador, mas apelando para um certo realismo (que pode, inclusive, ter muito bem sido retirado do lendário caso real), a trama entende que seres espirituais não possuam barreiras físicas ou geográficas, tampouco que eles precisem de objetos ritualísticos para se manifestarem em famílias distantes do Criador e, consequentemente, ausentes de valores bíblicos.
   Voltando a Merrin, no final do filme é que temos um vislumbre a sugerir o encaixe das peças do quebra-cabeças quando é mencionado um exorcismo épico realizado há dez anos por ele ao longo de meses na África. Percebam o clima lúgubre na cena em que ele recebe a carta de convocação para o exorcismo de Regan... Se estivesse militarmente fardado, poderia tranquilamente ter tido aquele take usado num filme de guerra, pois é o que lemos naquele instante: a convocação para uma guerra. Um confronto que seus olhos mostram o tempo inteiro ser praticamente impossível de vencer (cada movimento do personagem remete à uma pessoa física e mentalmente devastada), já que, se ignorarmos o fato de que o arqueólogo não é um cristão cheio do Espírito Santo, ainda há as implicações físicas: a idade avançada, o trauma (provavelmente contraído naquele exorcismo feito na África, o que o teria levado a abraçar a arqueologia como válvula de escape) e o medo. Temos, nesta etapa do roteiro, duas novas críticas à instituição católica, que se mostra fria e desumana ao pegar uma figura em frangalhos e usá-la como resposta contra algo que, no mínimo, poderia se tratar de um caso grave de insanidade e, sendo assim, não menos perigoso. A causa de tamanha covardia não é menos vergonhosa e se encontra explicada através dos padres jovens da trama (Damien e Dyer), ambos reflexos de uma geração cada vez mais racionalista. Que tal fenômeno esteja impregnado no mundo secular é até compreensível, mas a partir do instante em que falamos de um segmento religioso, torna-se inadmissível a ideia de que os responsáveis por teoricamente religarem o homem a Deus não passem de ateus enrustidos que se utilizam dos recursos disponibilizados pela instituição para se formarem e terem um ganha pão vitalício. Omissa como quase sempre, a igreja prefere sacrificar seus padres idosos (os únicos que, românticos, pertencem à uma época em que se acreditava no mal metafísico) apenas para oferecer aquilo que a sociedade espera de uma instituição dita cristã; do que mexer com aqueles que ainda são produtivos ao Vaticano. Pior ainda é quando escutamos da boca de um dos cardeais que o exorcismo na África "quase acabou com Merrin". Em outras palavras, os canalhas tinham total consciência de estarem enviando para o front um veterano traumatizado (um deles, inclusive, nem sabia que o arqueólogo também era exorcista tamanho era o tempo em que Merrin encontrava-se inativo). Por sinal, não é curioso como o caso da avacalhação feita na imagem de Maria não é solucionado? Dificilmente Regan teria saído de seu quarto de camisola com aquela cara de monstro para realizar tamanha "obra-prima". Entendo que só possa ter sido algum sacerdote extravasando o vulcão reprimido que abriga na alma.
   Para elucidar o porquê de acreditar que o mal sai vitorioso no filme, me atenho às escassas minúcias que nos são fornecidas. Onde começa a história? Qualquer um responderia: "nas escavações no Iraque". Eu respondo: "no árduo exorcismo que Merrin protagonizou na África." Somente então podemos ir para a sequência inicial e compreendermos que o abalo emocional sofrido pelo arqueólogo ao achar a estatueta suméria está diretamente ligado ao seu passado (o episódio que "quase acabou com ele"). De alguma forma que não nos é revelada, o padre traçou um link entre os dois elementos. Teria a entidade feito algum tipo de aparição durante o exorcismo onde apresentou aspectos parecidos ou iguais aos da imagem de Pazuzu? Ou será que a entidade que possuiu a vítima africana não seria representada no paganismo afro mediante imagens semelhantes ou idênticas às de Pazuzu? Há também a possibilidade do demônio africano simplesmente ter se apresentado como Pazuzu na ocasião. Identificada a ideia do eixo da trama ser a antiga rixa entre Pazuzu e Merrin, ao menos para mim fica claro que o demônio escolheu entrar em Regan para atrair o velho padre de volta ao ringue e, desse modo, obter sua revanche pela derrota na África. Todavia, mais sinistro do que isso é constatar o domínio de Satanás sobre a cúpula católica, já que o demônio jamais jogaria com a possibilidade remota de justamente Merrin ser o convocado para exorcizar Regan e, ainda por cima, após o padre ter retornado há pouco tempo para o EUA. Ora, quem conhece o mínimo sobre mundo espiritual sabe ser ridícula a ideia de um espírito maligno ir embora só porque seu hospedeiro tomou uma surra de alguém. Mais patético ainda é pensar que o demônio não voltou porque, de algum jeito, teria permanecido aprisionado ao cadáver de Damien por ele tê-lo "forçado" a trocar o corpo da menina pelo seu para, logo em seguida (num lampejo em que conseguiu obter o controle de sua mente), suicidar-se jogando-se pela janela. Definitivamente, a morte de Damien não esclarece o sumiço da entidade na vida da família MacNeil. Não acontece rigorosamente nada no final do longa que pudesse impedir o ser diabólico de incorporar novamente em Regan. Portanto, uma vez reconhecido o histórico entre Pazuzu e Merrin, fica impossível concordar com a alegação do diretor quanto a um final aberto. O demônio obteve o que lhe interessava: vingança pela misteriosa derrota sofrida na África. Entretanto, em momento algum vemos mãe e filha se convertendo ao Evangelho (até porque, na trama, não há quem possa pregar o Evangelho) e, sem reconhecer a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador, todos somos reduzidos a hospedarias ambulantes para demônios independente da entidade em questão manifestar-se ou não (sendo que, no filme, o demônio só se manifesta daquele jeito escancarado porque era do seu interesse chamar ao máximo a atenção para o caso e, com isso, atrair aquele que desejava matar).
   


   E, para aqueles que leram ao artigo que escrevi sobre o filme Fragmentado (link aqui), certamente não haverá surpresa alguma quando virem O Exorcista indiretamente também sugerindo que a personalidade duplicada seja de ordem sobrenatural, visto ser esse o diagnóstico inicialmente dado a Regan.





   Em 1999 o jornalista Mark Opsasnick publicou uma pesquisa que afirma ter feito em cima do caso real que teria inspirado o livro. Nela, ele diz ter entrevistado algumas testemunhas do caso que serviu de base para a adaptação do livro, sendo que um dos entrevistados, o padre Walter Halloran, negou que fenômenos paranormais tenham ocorrido. Ora, diante de toda a realidade física e espiritual retratada nos elementos periféricos à jovem possuída da obra que foram apontados, fica a pergunta: faz alguma diferença se ela rodava a cabeça ou tenha, de fato, levitado? 

   Leandro Pereira 





sábado, 29 de julho de 2017

NÃO CAIAM NESSA! GOGUE NÃO SERÁ O ANTICRISTO




Há pouco tempo postei uma refutação entre os comentários de um canal pós-tribulacionista ("O Reino Eterno") onde mostrei a razão de Gogue e o Anticristo serem pessoas diferentes, e não a mesma como muita gente pensa. Infelizmente, pelo fato do dono daquele canal ser egocêntrico e totalitário, meu post foi censurado. Sendo assim, trago agora neste espaço o mesmo estudo para que vejam as diferenças nítidas entre esses dois personagens bíblicos:

E os habitantes das cidades de Israel sairão, e acenderão o fogo, e queimarão as armas, e os escudos e as rodelas, com os arcos, e com as flechas, e com os bastões de mão, e com as lanças; e acenderão fogo com elas por sete anos. E não trarão lenha do campo, nem a cortarão dos bosques, mas com as armas acenderão fogo; e roubarão aos que os roubaram, e despojarão aos que os despojaram, diz o Senhor DEUS.- Ezequiel 39.9-10

Se Gogue for o Anticristo, os moradores de Jerusalém jamais poderão ficar 7 anos vivendo na miséria, uma vez que Ezequiel 39.9-10 é claro em afirmar que eles viverão sem eletricidade e obtendo seu sustendo do despojo dos inimigos.

Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. - Isaías 19.34

Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. - Zacarias 12.10 E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul. - Zacarias 14.4

Ora, se a batalha de Gogue for a batalha do Armagedom, logo não poderá haver 7 anos de pobreza em Jerusalém, visto que Israel já terá reconhecido o Messias e seu Reino milenar de paz e prosperidade já terá iniciado (governo este no qual Israel, Egito e Assíria serão nações-modelos para o mundo, como vemos em Isaías 19.24).

E sucederá que, naquele dia, darei ali a Gogue um lugar de sepultura em Israel, o vale dos que passam ao oriente do mar; e pararão os que por ele passarem; e ali sepultarão a Gogue, e a toda a sua multidão, e lhe chamarão o vale da multidão de Gogue. E a casa de Israel os enterrará durante sete meses, para purificar a terra. - Ezequiel 39.11-12

Outro detalhe: em Ezequiel 39.11-12 vemos que Gogue e seus exércitos serão enterrados durante 7 meses.

E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; - II Tessalonicenses 2.8

Creio que isso quebre de vez qualquer possibilidade de Gogue ser o Anticristo, uma vez que o Anticristo não terá cadáver, e sim se desfará mediante o sopro da boca de Cristo. Sem falar que Ezequiel 38 é claro em mostrar, nome por nome, as nações que atacarão Israel, ao contrário do Apocalipse, onde vemos de forma nítida que TODO O MUNDO intentará contra Israel.

Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo. - Ezequiel 38.5-6

E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-á contra ela todo o povo da terra. - Zacarias 12.3

Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso. - Apocalipse 16.14

Quanto ao que é dito em Ezequiel 39.6-7, nada mais é do que Deus anunciando o fim definitivo de Gogue (cujo povo estará espalhado em todo o planeta) após o fim do Reino milenar, quando Satanás será solto e moverá uma terceira guerra contra Israel; daí o fato do nome do Senhor não vir a ser mais profanado, tendo em vista que será a derrota definitiva de Satanás. Basta reparar que, nos versículos anteriores, Gogue já havia sido derrotado. Sendo assim, os versículos de 6 a 8 são um parêntese dentro da narrativa onde a profecia é estendida para um futuro ainda mais distante no qual um outro Gogue (Satanás) também é derrotado. Quem não souber ler as pausas do texto, naturalmente sempre fará confusão neste ponto. Percebam que, no versículo 8, o profeta encerra a sentença dizendo ser este o dia do qual ele vinha falando e, então, nos versículos seguintes ele torna a trabalhar em cima da derrota do primeiro Gogue apontando as consequências geradas pela guerra.

E, com um golpe, tirarei o teu arco da tua mão esquerda, e farei cair as tuas flechas da tua mão direita. Nos montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; e às aves de rapina, de toda espécie, e aos animais do campo, te darei por comida. Sobre a face do campo cairás, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS. - Ezequiel 39.3-5

E enviarei um fogo sobre Magogue e entre os que habitam seguros nas ilhas; e saberão que eu sou o Senhor. E farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo Israel, e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e os gentios saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel. Eis que vem, e se cumprirá, diz o Senhor DEUS; este é o dia de que tenho falado. - Ezequiel 39.6-8

E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. - Apocalipse 20.7-10

Leandro Pereira

NO QUE REALMENTE CONSISTE O "DAR A OUTRA FACE"




É muito comum ouvirmos leigos e universalistas usarem a conhecida frase do Senhor Jesus no sermão da montanha sobre "dar a outra face" de forma banal, isto é, como se fosse uma ordem para que o crente seja pamonha e frouxo. O problema é que, geralmente, as pessoas que ensinam desta forma utilizam a passagem de Mateus 5, que apresenta o sermão na íntegra. Consequentemente, ao ser lido de forma isolada, isto é; sem o paralelo feito pelo capítulo 6 de Lucas, realmente pode-se pensar que a oferta da outra face deve se dar em qualquer circunstância da vida. A questão é que Lucas 6 apresenta alguns recortes do sermão que se concentram em questões bem específicas. Conclusão: ao vermos a mesma ordenança sobre dar a outra face em Lucas 6, podemos ter certeza de que a aplicação dela está diretamente relacionada a um dos tópicos que Lucas extraiu do sermão. Vamos conferir:

Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;- Lucas 6.29

CONTEXTO DO "DAR A OUTRA FACE": 1- Jesus diz isto para um grupo específico de pessoas chamado de "bem-aventurados". Pergunta: quem são os "bem-aventurados"? 

E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos. E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.- Lucas 6.19-20 

Portanto, vemos que, embora estivesse curando a todos no local, Jesus chama de bem-aventurados não a qualquer um, e sim AOS DISCÍPULOS. 

2- Onde entra a frase clássica sobre dar a outra face? Precisamente alguns versículos depois numa progressão do mesmo discurso dirigido AOS DISCÍPULOS. A tal frase entra, dessa forma, como uma progressão natural do texto iniciado com a seguinte observação: 

Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas.- Lucas 6.21-23. 

3- Em seguida, Ele faz uma breve pausa em seu discurso aos bem-aventurados para, nos três próximos versículos, dirigir-se aos ímpios que ali estavam (lembrando que, no início do texto, fica claro que os discípulos eram apenas uma parte da multidão que procurava tocar-lhe): 

Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis. Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.- Lucas 6.24-26 

4- Após abrir um parêntese em sua fala para tratar com os ímpios, Cristo retoma sua conversa com os discípulos exatamente do ponto em que parou (no versículo 23). Notem a ênfase dada no versículo 27: "MAS A VÓS, QUE ISTO OUVIS, DIGO". 

Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;- Lucas 6.27-29 

5- Ora, se lermos apenas os versículos direcionados aos bem-aventurados (sem a parte destinada aos ímpios), o que temos é uma sequência nitidamente pautada em um único tema que só se encerra no versículo 38, pois no 39 pode-se perceber uma quebra na estrutura narrativa e, automaticamente, uma mudança de assunto (quando é dito "E DIZIA-LHES UMA PARÁBOLA"). Do 39 em diante, o Senhor passa a tratar das relações não mais entre crentes e ímpios perseguidores, mas sim entre crentes e falsos crentes. 

Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;- Lucas 6.21-23; 27-29 

E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também. E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto. Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?- Lucas 6.30-39 

CONCLUSÃO: O "DAR A OUTRA FACE" FOI RELACIONADO A CASOS DE PERSEGUIÇÃO ANTI-CRISTÃ OU RELACIONAMENTOS COM PESSOAS QUE ME ODEIEM POR SER CRISTÃO, E NÃO PARA TODA E QUALQUER SITUAÇÃO. EVIDENTE QUE O FRUTO DO ESPÍRITO ENVOLVE MANSIDÃO E LONGANIMIDADE (Gálatas 5.22), PORÉM TODO O CONTEXTO DE GÁLATAS 5 É SOBRE RELAÇÕES ENTRE IRMÃOS EM CRISTO. NÃO ESTOU DIZENDO COM ISSO QUE O CRISTÃO DEVA SER UM VULCÃO AMBULANTE, AFINAL DE CONTAS, NOSSO VERDADEIRO INIMIGO É ESPIRITUAL. ENTRETANTO, FICA CLARO QUE NÃO PASSA DE MITO ESSA HISTÓRIA DE QUE O CRENTE DEVA VIVER COMO UM BANANA.
DEVEMOS, SIM, BAIXAR A CABEÇA COM PRAZER PARA A AFRONTA QUE SE DÊ POR NOSSA IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO. PARA TODAS AS DEMAIS AFRONTAS DA VIDA, A PALAVRA DE ORDEM DEVE SER "EQUILÍBRIO".

Leandro Pereira

domingo, 23 de julho de 2017

PARA AQUELES CRENTES QUE SE ACHAM A ÚLTIMA BOLACHA NO PACOTE...




Uma das passagens que mais amo nas Escrituras, provavelmente é uma para a qual muitos torcem o nariz. Ela se encontra em 2 Reis 23 e 2 Crônicas 35, e mostra o fim trágico de Josias, o governante de Judá. Ao presenciar o início de uma guerra entre dois dos maiores inimigos do povo de Deus (Assíria e Egito), Josias achou por bem se meter no conflito, porém não de maneira neutra, e sim escolhendo um dos lados: o dos assírios. Contudo, o que Josias não sabia e que o próprio faraó o relatou é que, por alguma razão desconhecida, era o próprio Deus de Israel quem estava agindo através dos egípcios naquele momento. Em outras palavras, faraó estava apenas obedecendo às ordens dadas pelo Criador. Não crendo no que o adversário alegou, Josias persistiu em tentar parar as tropas egípcias. Resultado: foi imediatamente morto em combate. Tudo porque o Altíssimo precisava usar o Egito naquele momento como um instrumento no andamento de Seu plano junto à história humana. Portanto, não era uma questão de elo espiritual com os egípcios, e sim unicamente de "mexer a peça da vez" do tabuleiro.

Quem eram os egípcios? Idólatras, politeístas, feiticeiros e opressores.
Quem era Josias? O rei judeu mais fiel a Deus de todos os tempos, o homem cujo reinado recuperou as Escrituras Sagradas até então perdidas.

É isso mesmo: um servo do Senhor usado de forma vital na manutenção do Reino de Deus na Terra teve sua vida retirada de forma tão abrupta e brutal quanto um inseto pisoteado assim que intentou contra um desígnio divino.

O que aprendemos aqui? Que perante os projetos divinos não somos nada. Rigorosamente não passamos de barro na mão do oleiro. Se passagens da Bíblia como esta começassem a ser lidas e estudadas por toda e qualquer igreja que se diga cristã neste mundo, eu não daria nem 6 meses para que a igreja católica, a indústria gospel e um monte de denominações que tem por aí entrassem em crise e implodissem junto a isso que chamam de teologia, mas que na realidade não passa de antropocentrismo do mais satânico.

Leandro Pereira

terça-feira, 18 de julho de 2017

APÓS O CAPITÃO AMÉRICA NAZISTA, É A VEZ DO CORINGA TORNAR-SE BONDOSO AO VIRAR UM MILITANTE SOCIALISTA (ENQUANTO BRUCE WAYNE, O CAPITALISTA RICO, OBVIAMENTE PASSA A SER O VILÃO)



Não, você não está lendo errado. Após a Marvel transformar aquele que é um dos maiores símbolos do EUA (que, por sua vez, é um dos maiores bastiões da liberdade no mundo) em nada mais, nada menos, que um nazista (LEIA MAIS A RESPEITO AQUI); agora é a vez da DC realizar algo parecido com o Batman. Lembre-se: acabar com o conceito clássico do herói é uma das tarefas do marxismo cultural e, tendo em vista que o Batman é um dos personagens de HQ's mais apreciados por conservadores e direitistas (graças ao impacto que Frank Miller produziu sobre o Homem Morcego quando escreveu para o personagem), bem como, de longe, é a figura mais popular dos quadrinhos, nada mais natural que seu referencial de independência do Estado também seja avacalhado, afinal; Batman é tanto um capitalista bilionário bonzinho, quanto um justiceiro mascarado totalmente fora do controle Big Brother. Quer um bom exemplo do que digo? DÊ UMA OLHADA AQUI

Sem mais delonga, creio que o artigo abaixo diga tudo:






Batman: White Knight vai inverter os papéis do Coringa e do Homem-Morcego
Sean Murphy detalha a sua HQ solo que começa em outubro

07/07/2017 - 18:36 - MARCELO HESSEL

O roteirista e desenhista Sean Gordon Murphy anunciou oficialmente a HQ de Batman para a DC Comics, cujos primeiros esboços ele divulgou nesta semana. É Batman: White Knight, que inverterá os papéis do Coringa e do Homem-Morcego. 
Na HQ, o Coringa é o protetor de Gotham que tenta salvar a cidade das maquinações do milionário fantasiado de Morcego, Bruce Wayne. 

À Wired, Murphy diz que White Knight enfoca questões urbanas atuais como a violência contra minorias étnicas e desigualdade social, e não retrata Coringa como um tipo cômico. "Mas ao invés de escrever uma HQ sobre a desigualdade eu dei essas ideias para o Coringa, que lidera uma guerra na mídia contra a elite de Gotham e convence a população com sua retórica potente", diz.

"É uma ideia sensual pensar que dá pra impedir o crime com porrada, mas a solução real é bem mais tediosa: educação, melhor distribuição de renda, construção de confiança. A linha em que Batman transita entre o vigilante nobre e o opressor sempre vai se mover, à medida em que nossa sociedade muda", continua Murphy. 

"Nós sabemos que o Coringa é um gênio e pode controlar seu público, então por que não torná-lo um político? Frank Miller o desenhou inspirado em David Bowie. Eu vejo o Coringa como Don Draper", diz o autor em referência ao protagonista de Mad Men.

A HQ do "Cavaleiro Branco" terá oito edições e começa a sair em outubro.

Fonte: https://omelete.uol.com.br/quadrinhos/noticia/batman-white-knight-vai-inverter-os-papeis-do-coringa-e-do-homem-morcego/369333/

Como é que é? "A linha em que Batman transita entre o vigilante nobre e o opressor sempre vai se mover, à medida em que nossa sociedade muda"??? Ora, mas desde quando Batman é "opressor"? Somente o vitimismo esquerdista que abraça bandidos pode considerá-lo de tal forma, pois a opinião popular, muito pelo contrário; fez com que a revista que apresentou sua versão mais dura e implacável se consolidasse como o maior clássico dos quadrinhos de todos os tempos (Batman- Cavaleiro das Trevas), o que implicou automaticamente no fato de que essa faceta mais radical do vigilante veio a ser sua marca registrada desde sempre de lá para cá. Simplesmente ninguém aceita mais, nos dias atuais, um Batman que não seja sizudo e intolerante com o crime. Não custa lembrar também que, após Cavaleiro das Trevas, Miller foi catapultado ao status de "gênio" transformando-se em um dos autores mais lidos em todo o mundo. Tudo isso só prova que a opinião popular, ao contrário do que disse Sean Gordon Murphy, jamais viu o Cruzado de Capa de maneira opressora, e sim passou a curtir ainda mais suas HQ's justamente quando o personagem tornou-se rígido e inflexível. Agora, percebam o jogo de palavras  na fala de Murphy: ele disse o que disse como se, alguma vez, o herói tivesse deixado de ser nobre por causa de seu lado "opressor" (leia-se "durão"). Por isso é tão importante para essa corja usar os quadrinhos como ferramenta de engenharia social, uma vez que o público de HQ's já aprovou muitos elementos narrativos que, agora, são uma pedra nos sapatos marxistas na hora de desenvolverem seu doutrinamento sob a fachada de entretenimento.

Leandro Pereira

segunda-feira, 17 de julho de 2017

"CANAL ESCATOLÓGICO": UM VLOG DO YOUTUBE QUE VOCÊ PRECISA CONHECER




Quero começar a indicar ao leitor desta página (que, como eu, aprecia assuntos relacionados à Palavra de Deus e Nova Ordem Mundial) canais e sites que tratem de temas tão relevantes quanto os mais renomados que existem por aí, com a mesma competência dos mesmos; porém desconhecidos pelo grande público por serem administrados por pessoas simples (leia-se: sem patrocinadores fortes nos bastidores), que fazem o que fazem por amor (e não interessados em ganhar dinheiro ou conquistar seguidores fanáticos) e, principalmente; que dão um bom testemunho como cristãos. Espero, dessa forma, quebrar um pouco do fascínio e da dependência da qual muitos são reféns por, infelizmente, desconhecerem outras fontes além das mesmas de sempre.

Portanto, gostaria de apresentar aqui um canal do Youtube bastante alinhado com o que entendo e conheço por "Palavra de Deus" e "Nova Ordem Mundial": o "Canal Escatológico", do irmão Pedro Lemos, advogado e escritor (autor do livro OS REIS QUE VIRÃO e O PLANO- Uma Análise Profética da Nova Ordem Mundial) e administrador do blog Planeta Brutal.

Embora seja modesto frente às mega-produções que temos naquele ambiente, o conteúdo trabalhado nele é excelente e feito PARA QUEM GOSTA DE CONHECIMENTO, e não só de edições arrojadas. Criacionismo, traduções bíblicas, sociedades secretas e diversas curiosidades são o que pode-se encontrar no CANAL ESCATOLÓGICO. Diga-se de passagem, preciso enfatizar o quanto me surpreendo com o volume de informações exclusivas que este irmão nos traz (informações estas que, muitas vezes, nem os canais especializados em um assunto só conhecem ou disponibilizam aos seus inscritos). 

Leandro Pereira

quarta-feira, 12 de julho de 2017

ESCOLA DE FRANKFURT: TRANSFORMANDO SATANISMO EM POLÍTICA, EDUCAÇÃO E CULTURA.


Nosso declínio cultural segue sendo um plano comunista
13 de maio de 2017

A Escola de Frankfurt era um grupo de intelectuais judeus marxistas na Universidade de Frankfurt nos anos 1920-1930. Dela participavam, dentre tantos outros; Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse e Erich Fromm. Eles foram responsáveis ​​pela "Nova Esquerda" e pelo feminismo. Financiados pelo milionário judeu Felix Weill, eles foram fundamentais na degradação da sociedade ocidental de acordo com o plano cabalista (satanista) de longo prazo descrito nos Protocolos de Sião. A conexão entre comunismo e judaísmo é a cabala, ou seja, a maçonaria.

Timothy Mathews, no texto "A Escola de Frankfurt: Conspiração para Corromper" (Catholic Insight, março de 2009) demonstra que o judaísmo cabalista (maçônico) é um culto satânico. Primeiros judeus, depois maçons e agora a humanidade como um todo foram induzidos a este culto satânico (o comunismo) cujo objetivo é perverter, escravizar e explorar a humanidade. 


Nota do Editor - Planejo publicar artigos importantes porque muitas pessoas agora estão acordando para nossa verdadeira condição. O fato de que corporações e mídia promovem sem vergonha a agenda anti-nacional e anti-familiar provam que sucumbimos ao comunismo.

"A caça às bruxas nos campus universitários de hoje é meramente a implementação do conceito de 'tolerância repressiva' de Marcuse - 'tolerância para os movimentos da esquerda, mas intolerância para os movimentos da direita' - reforçada pelos estudantes da Escola de Frankfurt ". 

(A partir de 18 de janeiro de 2013) A Escola de Frankfurt- Conspiração para Corromper
Por Timothy Mathews
(Editado por henrymakow.com)

Basicamente, a [tarefa da] Escola de Frankfurt era minar o legado judaico-cristão. Eles moveram uma crítica altamente destrutiva e o mais negativa possível sobre cada esfera da vida visando desestabilizar a sociedade e destruir o que eles viam como a ordem "opressora".

Eles esperavam que suas políticas se espalhassem como um vírus- "continuando o trabalho dos marxistas ocidentais por outros meios", como observou um de seus membros. Para promover o avanço de sua revolução cultural "tranquila"... a Escola recomendou (entre outras coisas):

1. Criação de delitos de racismo.
2. Mudança contínua nos valores da sociedade para criar confusão.
3. O ensino do sexo e da homossexualidade às crianças.
4. A degradação da autoridade das escolas e dos professores.
5. Imigrações enormes para destruir as identidades nacionais.
6. A promoção do consumo excessivo de álcool.
7. Esvaziamento das igrejas.
8. Um sistema jurídico pouco fiável, com preconceito contra as vítimas de crimes.
9. Tornar o cidadão dependente dos benefícios do estado ou do estado.
10. Controle total sobre o comércio.
11. Incentivar a ruptura da família.

Uma das principais idéias da Escola de Frankfurt foi explorar a ideia de Freud de "pansexualismo", isto é; a busca do prazer, a exploração das diferenças entre os sexos e a superação das relações tradicionais entre homens e mulheres. Para promover seus objetivos, eles idealizaram:

• Atacar a autoridade do pai, negar os papéis específicos de pai e mãe, e arrancar das famílias seus direitos como educadores primários de seus filhos.
• Abolir as diferenças na educação de meninos e meninas.
• Abolir todas as formas de dominação masculina - daí a presença de mulheres nas forças armadas.
• Declarar que as mulheres são uma "classe oprimida", e que os homens são "opressores".



Wily Munzenberg (acima) resumiu a operação de longo prazo da Escola de Frankfurt: "Faremos o Ocidente tão corrupto a ponto de feder".

A Escola acreditava que havia dois tipos de revolução: (a) política e (b) cultural. Revolução cultural derruba de dentro para fora. "As formas modernas de sujeição são marcadas pela suavidade". Eles viam a revolução cultural como um projeto de longo prazo e mantiveram suas vistas claramente focadas na família, na educação, na mídia, no sexo e na cultura popular.

A FAMÍLIA PATRIARCAl

Seguindo Karl Marx, a Escola de Frankfurt enfatizou como a a mentira de que a "personalidade autoritária é um produto da família patriarcal". Foi Marx quem escreveu tão depreciativamente sobre a ideia de que a família é a unidade básica da sociedade. Tudo isso preparou o caminho para a guerra contra o gênero masculino promovido por Marcuse sob o disfarce de "libertação das mulheres".

Eles propuseram transformar nossa cultura em uma cultura dominada por mulheres. Em 1933, Wilhelm Reich, um de seus membros, escreveu em The Mass Psychology of Fascism que "o matriarcado era o único tipo familiar genuíno de sociedade natural".



Eric Fromm (acima) também era um defensor ativo da teoria matriarcal. A masculinidade e a feminilidade, segundo ele, não eram reflexos de diferenças sexuais "essenciais", como os românticos haviam pensado, mas derivavam de diferenças de funções vitais que, em parte, eram socialmente determinadas.

Os revolucionários sabiam exatamente o que queriam fazer e como fazê-lo. Eles conseguiram.

EDUCAÇÃO



Produto de uma antiga família Illuminati, Lord Bertrand Russell (acima) se juntou à Escola de Frankfurt em seu esforço de engenharia social em massa e plantou algumas sementes em seu livro de 1951 The Impact of Science on Society. Ele escreveu: "Fisiologia e psicologia oferecem campos para a técnica científica que ainda aguarda desenvolvimento. A importância da psicologia de massa foi enormemente aumentada pelo crescimento dos modernos métodos de propaganda, dos quais o mais influente é o que se chama 'educação'. Os psicólogos sociais do futuro tentarão diferentes métodos de produzir uma convicção inabalável de que a neve é ​​negra."  Russell disse também que a educação afirmará:
"Primeiro, que a influência do lar é obstrutiva.
Em segundo lugar, que não muito pode ser feito a menos que a doutrinação começa antes da idade de dez.
Em terceiro lugar, que os versos definidos para a música e repetidamente entoados são muito eficazes.
Em quarto lugar, que a opinião de que a neve é ​​branca deve ser mantida para mostrar um gosto mórbido pela excentricidade. E eu adianto: para conseguirem esse feito, os futuros cientistas terão de descobrir de antemão o quanto lhes custará para convencerem as crianças de que a neve é preta, bem como o quanto lhes custará para as convencerem de algo menos difícil como, por exemplo, de que a neve é cinza. Quando a técnica for aperfeiçoada, todo governo que tenha sido responsável pela educação de uma geração inteira será capaz de controlar seus súditos com segurança, sem a necessidade de exércitos ou policiais ". 

Michael Minnicino observou como os herdeiros de Marcuse e Adorno agora dominam completamente as universidades, "ensinando seus próprios alunos a substituirem a razão por exercícios rituais politicamente corretos ".

Há muito poucos livros teóricos sobre artes, letras ou linguagem que não reconheçam abertamente sua dívida com a Escola de Frankfurt. A caça às bruxas nas universidades de hoje é meramente a implementação do conceito de "tolerância repressiva" de Marcuse- "tolerância para movimentos da esquerda, mas intolerância para movimentos da direita"- reforçada pelos estudantes da Escola de Frankfurt.


MÚSICA, TELEVISÃO E CULTURA POPULAR



Theodor Adorno (acima) promoveu o uso de formas degeneradas de música para promover a doença mental e destruir a sociedade. Ele disse que os EUA poderiam ser colocados de joelhos somente pelo uso do rádio e da televisão mediante uma campanha de pessimismo e desespero. No final dos anos 1930 ele (juntamente com Max Horkheimer) tinha migrado para Hollywood.
A expansão de videogames violentos também apoiou bem os objetivos da Escola .

"EDUCAÇÃO SEXUAL"



Em seu livro O Fechamento da Mente Americana, Alan Bloom observou como Marcuse (acima) apelou aos estudantes universitários nos anos sessenta com uma combinação de Marx e Freud. Em Eros e Civilização – Uma Interpretação Filosófica do Pensamento de Freud , Marcuse prometeu que o enfraquecimento do capitalismo e sua falsa consciência resultarão em uma sociedade onde as maiores satisfações são sexuais. O rock tem seu papel nisso. A expressão sexual livre, o anarquismo e a liberação do inconsciente irracional: todos eles possuem o rock como elemento comum.

Valerie Riches observou como, no final da década de 1960 e no início da década de 1970, houve intensas campanhas parlamentares emanando de várias organizações no campo do controle de natalidade (isto é, a contracepção, o aborto, e a esterilização).

"A partir de uma análise de seus relatórios anuais, tornou-se evidente que um número comparativamente pequeno de pessoas estavam envolvidas de forma surpreendente em uma série de grupos de pressão. Esta rede não era apenas ligada por pessoas; mas por fundos, ideologia e, por vezes, endereços. Era também apoiada por interesses pessoais e subvenções (em alguns casos, operadas por departamentos governamentais). No coração da rede estava a Associação de Planejamento Familiar (FPA) com sua própria coleção de ramificações. O que descobrimos era uma estrutura de poder com enorme influência.


"Uma investigação mais aprofundada revelou que a rede, de fato se estendeu ainda mais longe mediante eugenia, controle populacional, controle de natalidade, reformas do direito sexual e familiar, educação sexual e saúde. Seus tentáculos chegaram a editoras; estabelecimentos médicos, educacionais e de pesquisa; organizações de mulheres e orientação matrimonial; enfim, qualquer lugar onde a influência pudesse ser exercida. A Escola de Frankfurt parecia ter grande influência também sobre a mídia e sobre funcionários permanentes nos departamentos governamentais de maior relevância.

"Durante nossas investigações, um palestrante em um Simpósio de Educação Sexual em Liverpool delineou táticas de educação sexual dizendo: 'se não entrarmos na educação sexual, as crianças simplesmente seguirão os costumes de seus pais.' O fato de que a educação sexual deveria ser o principal veículo para os vendedores ambulantes de humanismo secular, logo se tornou aparente. "

Tradução e edição: Leandro Pereira